De olho em 2028

PDT aprova federação com Avante, Solidariedade e PRD

Sem atingir a cláusula de barreira em 2026, o partido de Brizola se junta a três siglas de centro e mantém a porta aberta para o PSB de João Campos. Em Curitiba, a união pode reunir de novo na mesma chapa Dalton Borba, Marcos Vieira e Laís Leão.

Por Redação CWBUZZ2 min de leitura
PDT aprova federação com Avante, Solidariedade e PRD
Foto: Divulgação/PDT
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A Executiva Nacional do PDT aprovou nesta sexta-feira (6) a entrada do partido na federação formada por Solidariedade, PRD e Avante. A decisão foi tomada em reunião híbrida e ainda precisa ser referendada pelo Diretório Nacional. Depois disso, as siglas vão pedir ao Tribunal Superior Eleitoral a ampliação da federação, com mudança de nome e de estatuto.

A movimentação é uma resposta ao resultado das urnas. O PDT não atingiu a cláusula de barreira em 2026 e, sozinho, perderia o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV. Numa federação, os partidos somam votos e bancadas e passam a atuar como uma única legenda por pelo menos quatro anos. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que a união "potencializará os partidos".

A porta aberta para o PSB

A federação com as três siglas não era o único caminho na mesa. Em 27 de outubro, o Diretório Nacional do PDT já tinha autorizado a Executiva a negociar federação, fusão ou incorporação, e Lupi chegou a dizer que "o caminho natural é a federação com o PSB", partido presidido por João Campos. Na reunião desta sexta, a Executiva sinalizou apoio à entrada dos socialistas no grupo.

O PSB, que superou a cláusula de barreira, convocou seu Diretório Nacional para quinta-feira (12), em Brasília, com a federação na pauta. Segundo o Diario de Pernambuco, a tendência é aprovar a negociação, mas os socialistas não querem entrar em posição subordinada. O prazo é curto: a federação precisa ser registrada no TSE antes da posse da nova legislatura, em fevereiro de 2027.

O que muda em Curitiba

Na Câmara de Curitiba, o efeito mais imediato é sobre a chapa de vereadores de 2028. Como a federação funciona como um único partido nas eleições, os candidatos de PDT, Avante, Solidariedade e PRD vão disputar na mesma lista. Isso pode recolocar lado a lado o vereador Dalton Borba (Solidariedade), que já foi do PDT, e os pedetistas Marcos Vieira e Laís Leão.

No Paraná, a federação também mexe com o grupo de Requião Filho, que disputou o governo pelo PDT em 2026, em coligação com o PT, e terminou em terceiro com 23,48% dos votos. A convergência com siglas de centro amplia o leque de alianças do partido no estado, mas também o obriga a dividir espaço e candidaturas com elas.

A composição, porém, não está fechada para 2028. Vereadores podem trocar de partido sem perder o mandato na janela partidária, que se abre nos meses anteriores ao prazo de filiação para a eleição municipal. Até lá, quem não se encaixar na nova chapa, ou não enxergar nela uma conta favorável para se reeleger, ainda pode buscar outra legenda.

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